Os fundos de investimento imobiliário acumulam uma alta de 17% em 2025, ensaiando o melhor ano para os FIIs desde 2019, com ganhos individuais que superam 40% no período. Mas nem tudo são flores no mercado. Pelo contrário.
No “mundo invertido” dos fundos imobiliários, ou seja, na outra ponta da lista das maiores valorizações, o cenário é diferente do otimismo observado pelo mercado.
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Um estudo realizado pelo blog Investidor Descoletizado, com dados da Economatica, aponta que dez fundos imobiliários são responsáveis por uma perda de quase R$ 1 bilhão – R$ 947 milhões, mais precisamente – em valor de mercado no ano.
O Urca Prime (URPR11) encabeça esta lista de “destruição de valor” no ano, registrando uma queda de 37% e um recuo de R$ 317 milhões. Veja a tabela completa:

Fonte: Economatica – 09/12/25
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O que acontece com o Urca Prime?
Em operação desde novembro de 2019, o URPR11 é um fundo de “papel” – que investe em títulos de renda fixa do setor imobiliário – com um patrimônio líquido de R$ 1,194 bilhão. Diante da desvalorização do papel, o valor de mercado de todas as cotas do FII na Bolsa é hoje de R$ 375 milhões, conforme dados da Economatica.
O patrimônio do fundo está alocado principalmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) indexados, de forma predominante (82,5%), ao IPCA mais uma taxa de 13,62% ao ano, segundo o último relatório divulgado pelo fundo em setembro.
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“Os problemas do Urca derivam de inadimplência e atrasos em projetos imobiliários arriscados, como loteamentos, o que impactou diretamente a distribuição de dividendos”, explica Danilo Barbosa, sócio e Head de Research do Clube FII, em artigo recente.
O fundo, que chegou a pagar R$ 1,18 por cota de dividendos (no início de 2024), depositará um montante de R$ 0,35 por cota na próxima sexta-feira (12).

Fonte: Status Invest – 09/12/25
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